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Revolução silenciosa

Ao que tudo indica está a caminho uma revolução silenciosa, consistente e persistente. 53,5% dos negros brasileiros já estão na classe média é o título da reportagem de Fernando Dantas no caderno de Economia do Estadão de hoje, 28 de março de 2010. No corpo da reportagem sobre estudo do pesquisador da FGV, Marcelo Neri, há pistas de que a inclusão social do homem/mulher negro/a está em processo irreversível. O pesquisador não consegue definir se o conjunto de ações afirmativas – lei de cotas, presença de pessoas negras em cargos de destaque no governo Lula [ min. Joaquim Barbosa, ex-ministra da Igualdade Racial Matilde Ribeiro, ministro de Esportes Orlando Silva Junior]entre outros, acentuou ou não o aumento da proporção de chefes de família negros e mestiços entre 1998 e 2008. Apesar das conquistas os chefes de família negros na zona de perigo (pobres e indigentes) ainda somam 70% da população brasileira. É possível crer em uma sociedade menos desigual, com oportunidades para t...

O professor e a cegueira*

Não é novidade o trabalho fotográfico realizado por portadores de necessidades especiais, com destaque para os cegos. Aqui mesmo na folha, por volta de 2003 (não tenho exatidão) foi publicado um material sobre Evgen Bavcar. Em visita ao Brasil, despertou uma legião de fãs ao falar sobre seu trabalho e a cegueira (http://photos.uol.com.br/materia.asp?id_materia=312 ).Atualizado em 17/07/2020, 6h45: https://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u36821.shtml Unindo a experiência desse homem singular e as técnicas da Fotografia Pinhole muitos professores na rede pública estadual, com destaque para os de Arte, mas não só esses, desenvolvem atividades com seus alunos regularmente. Tem um trabalho belíssimo a despeito de suas condições - para desenvolver uma atividade como essa -. Permanecem no subsolo da rede de educação, não são entrevistados, badalados, por que? Conheço uma professora que faz e acontece dentro da sala de aula/unidade escolar... mas será muita covardia minha falar ap...

Novas letras

Temos coisas novas "no ar". Mais precisamente no papel e na internet. Nesta, o blog do Azenha - vi o mundo - recebeu um upgrade daqueles. Ficou mais leve:os "botões" de rádio e tv muito bem localizados na página e os textos melhor distribuídos. Ao que me parece deverá influenciar muito blogueiro por aí. Na mesma linha de leveza, a reformulação executada no Estadão - impresso e portal - ficaram muito interessantes. Os cadernos "Sabático" e "Aliás" ganharam roupa e função novas. Embora Azenha e Estadão tenham "cara nova" ambos abordam a notícia com olhares muito distintos. A semelhança fica apenas no aspecto renovação. Vamos aguardar para ver quem terá novo leiaute na web e impresso. Mas não basta ser bonito por fora. Por falar em impresso, "o fim do livro tal qual o conhecemos", não deverá ocorrer nos próximos cinquenta anos. É o que sugere a leitura da entrevista com o semiólogo, romancista e prof. Umberto Eco no caderno...

Envie sua opinião.

Passadas as festas de Natal e Ano Novo, as tragédias que destruíram sonhos, amores e flores; estamos diante de um novo momento. Aliás, dizem que estamos diante do novo ano - efetivamente. Quais são (serão) os assuntos discutidos pela massa? BBB XXV, final de Viver a vida, Dilma X Serra, o retorno da Influenza A que não foi embora, Olimpíadas no RJ, quem ganhará a Libertadores... Gente do céu! Tem muito assunto. Deixei de falar na Copa da África, reconstrução do Haiti... Dentre aqueles citados e os esquecidos, qual assunto merece um destaque especial? Envie sua opinião, sua indignação e, aqui, faremos um debate genial sobre nosso cotidiano.

“Pense no Haiti, reze pelo Haiti”

Os tremores que devastaram a capital do Haiti nos aproximam tanto do sofrimento daquela gente quanto do show produzido em nome da tragédia. As calamidades trouxeram comoção àqueles que estão distantes na mesma proporção que atraiu para Porto Príncipe uma multidão de businessman. Com todo respeito aos homens e mulheres de boa intenção espalhados pelo planeta terra, nota-se – a partir do noticiado nos jornais, na tv e na internet - a presença de um enorme contigente de pessoas ávidas por extrair algo especial daqueles que estão debaixo dos escombros e dos que perambulam sem destinos, ou fazendo saques, pelas ruas da cidade. Voltemos no tempo e ao texto bíblico de Marcos 5.24-25: a mulher do fluxo de sangue, para parafrasear o que ocorre pelas rua de Porto Príncipe. Ali, o que é que sugere “tocar as vestes e ficar curada”? Se toda a comunidade internacional se retirar daquele lugar não vai haver quem socorra os feridos, você poderá argumentar. De que modo aqueles que estão presos deba...

Prosear

Prosear Há nove anos eu transito pelas ruas do bairro onde moro. De carro ou a pé, costumo apreciar a arquitetura e os diferentes tipos de árvores e suas flores. Ainda não conheço tudo. Recentemente tomei conhecimento do sistema de abastecimento de água das residências. O bairro surgiu a partir de um conjunto de casas para os funcionários da Companhia Brasileira de Planejamento e Obras instalada numa antiga fazenda a poucos metros das casas. Na fazenda havia uma lagoa. A Sabesp não atendia essa localidade. O dono da empresa e fazenda resolveu construir um reservatório de água no ponto mais ingrime do vilarejo. A água da lagoa era bombeada até ali e depois distribuída para os moradores. Atualmente os habitantes não utilizam aquela água, mas a caixa está lá até hoje, silenciosa, ao abrigo das sombras de imponentes eucaliptos, quase no ponto central de uma praça pública. Quem me desvendou essa face histórica do “meu” bairro foi um senhor, aposentado pela CBPO, sem pretensões a his...