Carlos Drummond de Andrade, inconfundível poeta brasileiro, mineiro por excelência, escreveu um poema intitulado “Cidadezinha qualquer”. O sol, o ruído nas ruas, o andar das pessoas e o tique-taque dos relógios são uma fotografia viva ou, se preferir, uma "intervenção artística". O poema transporta o leitor para uma cidadezinha, qualquer, e esta para o interior dele. A simbiose é imediata tanto para quem já visitou uma pacata cidade do interior quanto para quem nasceu e foi criado naquele universo descrito por Drummond. Não importa, o poema encarrega-se de promover esse encontro. Se alguém, que não tem o hábito cotidiano, parar diante da tv, no "horário nobre", para assistir Passione automaticamente é confrontado pelo elenco "fabuloso" e sua atuação na referida telenovela. Não é necessário recorrer a Aristóteles, à Poética, para entender o conceito de verossimilhança. Mas se o leitor tiver interesse procure pela obra, leia alguns capítulos, se nã...