Ouvi de uma senhora não alfabetizada que falar em educação e
saúde é uma coisa que os políticos falam para os pobres, principalmente perto
de campanha eleitoral. Depois disto os
interesses dos ricos políticos é o que mais aparece no noticiário: aumento de
salários, verba de gabinete, combustíveis e passagens - além de assessores.
Todo candidato (a governador, deputado, vereador) tem pronta a primeira parte da resposta sobre o tema Educação: “Sou professor, professora ou sou filho ou filha de professor/a: sei muito bem o que é levar atividades para corrigir em casa.” Pronto, brilhante! Notem, tudo o mais nessa área se encerra após a recitação do mantra acima com acenos de que já “achamos a resposta para o problema”. Contudo, nenhum deles leva adiante um programa ou o programa de candidato (quando o tem).
Todo candidato (a governador, deputado, vereador) tem pronta a primeira parte da resposta sobre o tema Educação: “Sou professor, professora ou sou filho ou filha de professor/a: sei muito bem o que é levar atividades para corrigir em casa.” Pronto, brilhante! Notem, tudo o mais nessa área se encerra após a recitação do mantra acima com acenos de que já “achamos a resposta para o problema”. Contudo, nenhum deles leva adiante um programa ou o programa de candidato (quando o tem).
Por que tantos projetos eloquentes não funcionam, são
abruptamente interrompidos ou abandonados? As verbas faraônicas não chegam em
sala de aula? Décadas de redemocratização do país e os resultados continuam os
mesmos. Os índices de aproveitamento dos concluíntes caem ano após ano.
No campo da educação, e também das outras áreas, mas
principalmente da educação, o professor não é ouvido em sala de aula - o que se
conhece é o relatório de uma consultoria, contratada a peso de ouro, mostrando
o que deve ser feito para melhorar (obviamente os interesses de quem ela e seu
contratante representa). No mais, são anos e mais anos de pouco caso.
Os projetos e planos não contagiam os professores porque não
parte deles: não são, na pratica, parte significativa do problema ou importante para resolver o problema. Será mesmo que eles
são preguiçosos como os relatórios das "consultorias" fazem crer que
o são? Quem é consultado para elaborar propostas para atender a demanda
educacional do menino e da menina da região metropolitana? Quem é consultado para elaborar propostas para atender a demanda educacional do menino
e da menina da cidade distante seiscentos quilômetros do polo industrial? A
medicação é a mesma, não importa se aquela criança fica o dia inteiro na creche
porque sua mãe trabalha ou se é de uma cidade pequena na qual a oferta de
emprego não interfere diretamente na presença do responsável ao ponto deste participar efetivamente da vida escolar inclusive levando-o todos os dias à escola.
Alguém já investiu na educação como os países nórdicos fazem
ou não é melhor copiar os programas (de editores/fabricantes) bancados pelo
banco mundial? Aliás, porque na proposta de governo o tema educação é lindo e,
quando eleito, o tratamento dado é para o programa das fundações – também chamadas
ONG’s. O que se ouve é “captação de
recursos do fundos de investimentos de bancos.” Quando eleito a preocupação é com a educação
do tipo linha de produção: reduzir custos, enxugar a máquina; fechar salas de aulas.
O que queremos é
educação de qualidade para a maioria da população ou para alguns membros da
população - aqueles que não estão em salas superlotadas, têm professores com
mestrado e doutorado ainda no fundamental II? Ou os filhos de
avós professores cujo pai agora é deputado, senador, prefeito...
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