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Inconcluso.

O começo da vida de trabalhador deu-se vendendo doces, depois trabalhando em bares. Mais tarde aprendi a tirar retratos para documentos oficiais. A fotografia foi meu primeiro contato com um mundo mais amplo do que aquele que eu conhecia. Em São Paulo, cursei a faculdade de Letras (“Mogi, Mogi, a terra do caqui... “). Trabalho e curto língua portuguesa e literatura. A fotografia agora é um robby. Ainda aqui na terra da garoa, conheci a graça regeneradora de Jesus Cristo. Na Igreja Evangélica Comunidade da Graça, conheci a bela Elisabete. Casamos, temos duas filhas - Isabella e Larissa. Deus é a minha alegria, "o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus em quem confio". Escrever é sempre um risco duplo. Primeiro é o risco de não ser aceito, compreendido. Todo ato de escrita é um ato de exposição. Disto decorre todo evento humano: ser aceito pelo outro. Assim aconteceu com Adão – ele fugiu, escondeu-se porque o que fizera causaria reprovação. “Será que este cara não ...

Leia.

L E R L E I A I A A Léia, teia, "tutaméia"? Outras tramas e dramas podem ser construídas. Bem verdade que algumas são até infames. O ato de ler é transformador. Lemos o mundo ao nosso redor, sem esforços. Contudo, há sempre um hífenzinho aqui e acolá doido para escapar. Quando escapa é como uma represa cujas comportas são abertas. Eu tenho meninas. Vê-las correr em um parque enche os olhos d'água. Aparece Poesia é como gente Salta, corre, dança. Inventa a contra dança Trança. Faz drama e graça. Como gente que vive A fôrma forma Toca noutra gente Deforma transforma Fala diferente Para não deixar de ser arte gente Diz aos outros Aquilo que a gente não fala. Sente São Paulo, 12 de Agosto de 2000 Geraldo de Santana Santos ...
O texto abaixo for escrito em 1994. Eu estava cursando o segundo ano da faculdade de Letras. Isto dito, não é necessário mencionar a fonte de inspiração. Mas literatura, (que atrevido eu sou) é linguagem e linguagem é resultado da interação humana... os livros nos inspiram, entretanto nosso chão de cada dia também deixa levantar sua poeira. Após a leitura deixe seu comentário: se ruim, piegas, trash... não deixe de comentar. Uma linha Não! Não senhora. Nós não estávamos desprovidos senão de apenas dois olhinhos. Sim. O que mais vi foi o eterno vir mesmo assim desconecto do porvir. E agora o que interessa, enfim, são como se formaram tão lindos e límpidos em mim. Peguei um pé, sim, um pé de rosa-jasmim e rasguei o que dela gotejava. Ficou então pasma olhando a imensidão do Rio. Corria os olhos, sem brilho algum, via aquela entorpecente tarde desfulgurando suas bandeirolas, suaves alamedas cheias de arvoredos, calçadas espaçosas, casarões murmurantes. Folhas secas caídas ao chão mistu...

estreia no blog

P ara marcar minha estreia, peço licença e tomo por empréstimo as palavras do Pastor Ricardo Gondim. Faço isto por admiração e reconhecimento de que, em meio a não muitas vozes sinceras que expressam o desejo de ver o reino de Deus implantado na sua integralidade, os textos desse servo de Cristo contém a marca do não conformismo com o sentar-se em um banco e "merendar" a palavra de Cristo. Este texto é uma síntese do que eu penso sobre o Evangelho de Jesus Cristo; os dilemas do Homem contemporâneo e, sobretudo, porque nele há uma reflexão sobre minha condição de homem cristão, que tenho esposa e duas filhas, uma profissão, sou nascido e criado num país de profundos abismos sociais e, ainda, convivo com centenas de jovens e adultos que precisam muito mais do que uma cordial saudação. Para não viver em vão Clint Eastwood produz e dirige filmes densos, especialmente os que lidam com o abuso de crianças. Gostei da trama de “A Troca” (“Changeling”)...