“[...] Cuba está longe do que seria 'o outro mundo possível'. Porém, uma coisa é certa: para quem vive como rico no mundo capitalista, ali se situa o inferno; para a classe média, o purgatório; para os pobres, o paraíso – não há analfabetos, famintos ou pessoas impedidas de acesso à saúde e à educação. E se há um povo que pensa com o coração, gosta de religião e adora música, esporte e arte, é o povo cubano.” In Revista Poder Joyce Pascowitch. São Paulo: Glamurama Editora. Março 2009, nº 13, p.53 O capitalismo não é ruim em si. Como tem sido usado, fragmentado, distorcido nos quatro cantos do planeta, faz com que todos vejam nesse regime econômico uma representação do próprio diabo. Se o poeta Gregório de Matos fosse nosso contemporâneo diria que, sabatinado por representantes de todas as religiões, “o coisa ruim” negou que ele seja o mentor intelectual da quebra dos bancos nos EUA, de seu sistema imobiliário, da especulação financeira e dos paraísos fiscais. Na sab...