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Todo homem nordestino é rude!

Economia crescente, investimentos públicos, transferências de plataformas operacionais de companhias consolidadas no eixo sul/sudeste em sintonia com programas de distribuição de renda fazem com que cidades como Salvador inaugurem três grandes shoppings no período de 6 anos. Isto sem falar no número de edifícios residenciais e comerciais no mesmo período. Para efeito de ilustração nem a gigante Casas Bahia tinha loja na capital baiana em data anterior ao ano de 2006. No interior, da Bahia, num povoado qualquer, uma enfermeira [graduada em 2009] dirige o Programa Saúde da Família no posto de saúde local. Ela, um médico, um dentista e mais um bom punhado de agentes comunitárias cobrem toda a área. Funciona assim: todos os moradores da região – algo em torno de três mil e quinhentas pessoas – estão cadastrados; a agenda do posto está distribuída de maneira que, em cada dia da semana, um segmento da população é atendido. O conceito é o de medicina preventiva. Casos graves são encam...

Paixão

Carlos Drummond de Andrade, inconfundível poeta brasileiro, mineiro por excelência, escreveu um poema intitulado “Cidadezinha qualquer”. O sol, o ruído nas ruas, o andar das pessoas e o tique-taque dos relógios são uma fotografia viva ou, se preferir, uma "intervenção artística". O poema transporta o leitor para uma cidadezinha, qualquer, e esta para o interior dele. A simbiose é imediata tanto para quem já visitou uma pacata cidade do interior quanto para quem nasceu e foi criado naquele universo descrito por Drummond. Não importa, o poema encarrega-se de promover esse encontro. Se alguém, que não tem o hábito cotidiano, parar diante da tv, no "horário nobre", para assistir Passione automaticamente é confrontado pelo elenco "fabuloso" e sua atuação na referida telenovela. Não é necessário recorrer a Aristóteles, à Poética, para entender o conceito de verossimilhança. Mas se o leitor tiver interesse procure pela obra, leia alguns capítulos, se nã...

Dia!

“Tu és meu bem supremo, meu Rei, Senhor e Pai, me alegro em tua vida mais e mais ”. Adhemar de Campos Encontrar o amanhecer é descobrir os segredos do novo que se avizinha. Não é uma certeza, mas não se constroem dúvidas. Há um vigor que se percebe através dos cicios que escapam da folhagem das árvores ou de qualquer outra vegetação. Logo em seguida o quase sol. O quase dia, vestido em peças longas arrastadas pelas alamedas, telhados e janelas. Mas ainda não é dia. O padeiro já está trabalhando, mas a padaria ainda não está aberta. O agricultor já saiu da cama. O leiteiro já está no curral, mas ainda não pode entregar o leite para preparar a mamadeira do nenê. Um novo e bendito dia. “Eu amo os que me amam, e os que de madrugada me buscam me acharão.” Provérbios 8: 17.

Minha doce Manhattan!

O Brasil segue um caminho do qual não pode desviar-se: remover a miséria, injustiça e corrupção. A ascensão social é para todos, para sempre. O desafio é concentrar esforços para transformar reação em ação contínua. Estamos chegando ao final do ano. Festejos, gastos, planos, viagens, emoções de encontro e reencontro são a tônica desse período na vida não só dos brasileiros. Estamos acostumados a passear e gastar um pouco mais do que deveríamos. O receituário é repetido ano após ano: “ninguém é de ferro”, mesmo sabendo que o índices de arrecadações alcançam novos patamares. E ninguém é de ferro mesmo. Às vezes, o peso é retirado da consciência, atenuado, sublimado, pelos gestos de bondade que fazemos. Ora um panetone para um desconhecido no semáforo, uma cesta básica para alguém reconhecidamente carente ou a doação daquelas roupas ou calçados que... já não servem mais – fora de moda, desbotadas: já compramos outras mesmo! Bem, comprar ou não comprar não é a questão. Vivemos, i...

Minha doce Manhatan!

O Brasil segue um caminho do qual não pode desviar-se: remover a miséria, injustiça e corrupção. A ascensão social é para todos, para sempre. O desafio é concentrar esforços para transformar reação em ação contínua. Estamos chegando ao final do ano. Festejos, gastos, planos, viagens, emoções de encontro e reencontro são a tônica desse período na vida não só dos brasileiros. Estamos acostumados a passear e gastar um pouco mais do que deveríamos, mesmo sabendo que o índices de arrecadações alcançam novos patamares, o receituário é repetido anos após anos: “ninguém é de ferro”. E ninguém é de ferro, mesmo. Às vezes, o peso é retirado da consciência, atenuado, sublimado, pelos gestos de bondade que fazemos. Ora um panetone para um desconhecido no semáforo, uma cesta básica para alguém reconhecidamente carente ou a doação daquelas roupas ou calçados que... já não servem mais – fora de moda, desbotadas: já compramos outras mesmo! Bem, comprar ou não comprar não é a questão. Vivemos,...

O que escrevemos, o que somos: nada.

O que escrevemos, o que somos: nada. O que escrevemos ou falamos é resultado das leituras e audições que ouvimos. Augste Comte (1798-1857) conjectura que o homem é produto do meio, portanto está encerrado o equívoco “tive uma ideia!”. Quem canta “Feliz aniversário”, o faz não porque tenha, em dado momento presenciado seu nascimento, mas porque ouviu falar que é aniversariante naquela data. Notou bem? “ouviu falar” ou leu em algum “testemonial” sobre seu níver . Poucas pessoas presidiram sua data de nascimento. Por circunstâncias inúmeras, estavam presentes, naquele dia, apenas algumas pessoas: como você pode justificar a imensa quantidade de presentes que ganhara no dia de seu casamento? É resultado de escolhas que você fez. Não se esqueça daquela vizinha de tua mãe: - Como cresceu, ainda ontem eu estava com você no colo! E aquela tia: Cuide bem de minha menina, eu dei o primeiro banho! Pra que lembrar da data de casamento? Pelo andar da carruagem, muita coisa em nossa vida...