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Sou professor ou sou filho de professor

Ouvi de uma senhora não alfabetizada que falar em educação e saúde é uma coisa que os políticos falam para os pobres, principalmente perto de campanha eleitoral.   Depois disto os interesses dos ricos políticos é o que mais aparece no noticiário: aumento de salários, verba de gabinete, combustíveis e passagens - além de assessores. Todo candidato (a governador, deputado, vereador)   tem pronta a primeira parte da resposta sobre o tema Educação: “Sou professor, professora   ou sou filho ou filha de   professor/a: sei muito bem o que é levar atividades para corrigir em casa.” Pronto, brilhante! Notem, tudo o mais nessa área se encerra após a recitação do mantra acima   com acenos de que já “achamos a resposta para o problema”.   Contudo, nenhum deles leva adiante um programa ou o programa de candidato (quando o tem).       Por que tantos projetos eloquentes não funcionam, são abruptamente interrompidos ou abandonados? As verbas f...

Flores e perigo!

“Viver é perigoso!”* O que você tem a dizer sobre esta frase – ela está correta, transmite certeza? Mas como é que podemos fazer para ultrapassar a linha do perigo e viver? Ou, se não houver perigo não é viver? Voê já viveu grandes perigos este ano? Olha que ainda estamos só no cemecinho do segundo semestre. Pois é, são terremotos e mais terremotos aqui em nosso quintal – porque é fácil dizer “as garotas nigerianas sequestradas pelo Boko Haram”, o Nepal... Quando olhamos para o outro e suas misérias abandonamos nossa indigência. Agarramo-nos num cipoal de certezas que nos leva a um êxtase inenarrável. Veja você os registros de intolerância, racismo, ódio, exclusão social e desejo de vigança. Não são exclusivos desses dias: exacerbam-se não porque há número maior de veículos e meios de comunicação, mas porque não é possível escondê-los. Nascem, tomam forma e multiplicam-se no seio da sociedade como produto, filho dela mesma. É um parto normal! Sem di...

Dilma: Governo novo, ideias novas

Meu voto Existem pessoas que definem sua atual condição econômica e social "graças ao seu esforço, vontade, determinação..." Então, de 1989 até 2003, por exemplo, por que não ficaram ricas - com os juros bancários? Não fui ao estrangeiro, mas vi muita gente, ao longo dos últimos 10 anos,  que abriu seu próprio negócio e "deu certo"; pessoas que pagam o tratamento dentário de seus filhos adolescentes; convênio médico; praças de alimentação em shoppings lotadas; companhias aéreas com passagens esgotadas; rodovias congestionadas em feriados prolongados... Sem contar aqueles que adquiriram, pela primeira vez, um automóvel 0km - não popular. Meu voto por tudo que o Brasil é: uma imensa maioria de negros, indígenas - pela primeira vez em séculos -  com acesso a escola, moradia e ensino superior. Voto em Dilma Roussef pelo que o país é hoje e pela implementação das mudanças  que necessita. 13!

Meu nome

Olá! Eu me chamo – quer dizer, não escolhi esse nome, assim como não me recordo de ter me chamado para ver se eu estava presente ou ausente, principalmente na sala de aula onde eu tinha (porque deram-me) um número. Contudo, gosto do nome que tenho. Tendo desse modo dito quem sou, em outras palavras, porque tenho um sobrenome e um nome a associar-me como membro de um grupo de humanos, às vezes com as mesmas características, outras vezes gostaria que o dna do ISIS apontasse que aqueles caras... deixa pra lá! Pertencem à raça humana? Já estudei em várias salas de aulas, com várias pessoas – algumas, em verdade bem poucas, morreram. Portanto, não sou tão avançado em idade: sou quase jovem. Não é bom? Vamos lá, seja sincero, afinal quem envelhece – o corpo – não está na moda. Eu, quando não me chamam, gosto de ler livros, jornais, revistas [de tirinhas a assuntos de economia], gosto de música - erudita, étnica, rural, não objeto de consumo. Gosto do saber, do conheciment...

Sampa pela Copa

Publicação by São Paulo City . Isto é quase, bem próximo, do que é a real cidade de São Paulo. Subúrbio é um termo apreciado pelos franceses. Não é exclusivo do idioma, vem do latim,  mas é um vocábulo que identifica o que existe em torno da cidade. Assim, não há, no vídeo, o subúrbio com seus vários sorrisos. Acho que a criatividade cairia muito bem na periferia do poético show de imagens. São Paulo, a cidade com suas cidades, sonoras vaidades, idade  da modernidade afinidade com identidade de todos os cantos. Quem te vê não cabe a vida em uma única cidade.

Papel de padaria

Só estão conseguindo fazer esse barulho todo, esse tal de “Não vai ter copa!” porque a obra – as obras todas – é gigantesca tanto em sua execução quanto em seus desdobramentos. Qual foi a grande obra dos encastelados nos grandes bancos, dos privativistas? Fizeram tudo silenciosamente… só para uns poucos… Isto é, quando fizeram. Pegue um papel de padaria e tente anotar. Se a abertura da Copa fosse no Morumbi não traria os mesmos benefícios para a cidade de São Paulo, pois  é uma área com sua infraestrutura (cultural, viária e urbanística), ainda que necessite de ajustes, consolidada. Quando há benefícios para a “ralé” da sociedade fazem barulho, [gritam, esperneiam] surgem defensores da moral e da ordem: “estão gastando o dinheiro dos nossos “himpostos”! Hipócritas, preferem fazer “doações” e incluir a doméstica e seus filhos como dependentes do IR a vê-la inscrever seu filho/a no ENEM, Prouni ou pagar a prestação do Minha Casa Minha Vida. Deixar d...

Não tem graça

Não tem graça alguma o secretário-geral da Fifa distribuir comentários depreciativos contra a população brasileira. Não tem graça porque se pressupõe de educação refinada, completa, superior aos demais continentes, o europeu esqueceu-se de que nenhum brasileiro - branco, negro, indígena... - deu início à primeira guerra mundial; criou os campos de extermínio na Polônia, Alemanha e países vizinhos; com os sucessivos saques ao oriente - Egito e Palestina - tem hoje o mais incrível museu - Louvre. Não tem graça. E olha que nós brasileiros não estamos tentando tomar ou retomar nadinha deles, povo de incrível civilização: não era brasileiro o imperador (civilizadíssimo) que invadiu Portugal, Alemanha, Espanha e Rússia. Não tem graça, aliás, tente achar graça correndo dentro das quatro linhas do gramado.

A música

Cuidar do próprio trabalho – frequentar cursos de qualificação, atualizar-se, pensar em investir em novas possibilidades – cuidados com a saúde, lazer; constituir família ou zelar da esposa/o; são tarefas corriqueiras de todo trabalhador contemporâneo. Mas, observe, não poucos são esmagados por um pensamento consumista cuja missão é extrair o máximo possível das energias do indivíduo enquanto ele é distraído com “vantagens e generosidades” do tipo adquirir o carro que lhe proporciona status e reconhecimento entre seus pares e que também consegue provar para os vizinhos que ele é um fulano relevante; equipamentos de última geração para manter-se conectado e ampliar as chances profissionais e de lazer; além de pacotes extremamente convidativos para um final de semana em resorts com centenas de opções de entretenimento; mais isto, mais aquilo mantem-no enebriado enquanto os meios de comunicação – também empregados como veículos essenciais para inspirar, acender o desejo – dão conta da fr...

Nós e Eles

Esse eles é uma referência aos E.U.A. e o nós, aos brasileiros. A condição econômica, organização da sociedade – ocupação geográfica – o desenvolvimento cultural e tecnológico e o “way of life” como sonho de consumo, aspiração de realidade. Com frequência ouvimos de pessoas, comuns e daqueles mais abastados, reclamações, murmúrios de coisas banais como a compra de um aparelho de TV, acesso a internet, qualidade da educação; o preço e a qualidade dos veículos fabricados no Brasil e tantas outros quesitos do cotidiano. Até é possível lembrar o slogan “quem compara compra melhor”. É assim que aparece a sugestiva ideia quando olhamos os dois países localizados nas extremidades do continente americano. Mas, os irmãos do norte levam vantagem, no sentido de ter coisas muito melhores que nós do sul e, sobretudo, latinos? Seria tristeza gigantesca se parássemos, para consultar, conferir apenas nossas conquistas. Nosso olhar para o exterior, a aparência, dos est...

O racismo

O racismo [ "...es un sistema de desigualdad étnica y racial que las prácticas sociales discriminatorias, incluido el discurso, reproducen em el nivel local (micro) y que las instituciones, organizaciones y relaciones generales entre los grupos reproducen em el nivel global (macro). Las ideologías racistas potencian cognitivamente tal desigualdad. " (Van Dijk, 2003, p. 54)]. Conta a lenda que um rico senhor resolveu desfazer-se de todas as suas posses. Levantou-se logo pela manhã e, decidido, convocou os empregados todos. Surpresos com tamanha urgência no chamado, supunham que alguma desgraça havia se abatido sobre o patrão. A esposa e os três filhos não entendiam o que estava acontecendo, mas aceitavam a decisão. Nenhum funcionário recebeu menos que o outro, só os filhos é que tiveram porção maior entre todos. Desfeita a reunião, saíram para a cidade a fim de registrarem em cartório a iniciativa do agora ex-patrão. Não demorou muito a cidade notou...

"Andar com fé eu vou..."

Nada não. Se avexe não! O "jornau" carioca tropeçou e caiu numa arapuca. Explico: em 07/06/2012, Mônica Bergamo, na FSP, publica um texto com o sugestivo título "C abo eleitoral - É Dilma Rousseff, e não Lula, o personagem que preocupa a campanha de José Serra (PSDB-SP) em SP. Na análise da equipe tucana, o ex-presidente pode levar seu candidato, Fernando Haddad, a um patamar de até 40% dos votos. Mas tem teto na cidade, onde nunca venceu eleição. Já Dilma poderia fazer a diferença na classe média" Logo, o JN ao divulgar com estardalhaço que "os beneficiários do Bolsa Família não buscam emprego formal" massageou o ego, a ira dos maiores críticos dos programas de distribuição de renda - aqueles audiência cativa do plim-plim e leitores do prestigiadíssimo semanário nacional, inconsoláveis com a prisão d... Quem divulgou o estudo? A equipe da JK de saias. Segundo a M. Bergamo, na FSP de 07/06/2012, para quem ela enviou essa mensagem? O quê “ela di...

Simplicidade?

Salomão, o sábio rei do povo judeu, tornou-se uma pessoa cuja admiração motivou outros reis (especificamente a rainha de Sabá) a ter um encontro, vê-lo pessoalmente. Penso que a pessoa do sr. Luís Inácio Lula da Silva é uma dessas personagens  cujo carisma aproximam-no, mesmo nos momentos mais angustiantes de sua vida íntima, de um homem simples cuja máxima de sua existência é não vestir-se da imponência para ser humano. O vídeo acima é um trabalho belíssimo do Jornal Folha de São Paulo cujo texto foi publicado no dia 30/3/2012. Não é a entrevista na íntegra, mas dá uma pequena mostra do que foi a primeira entrevista do ex-presidente após o tratamento de um câncer. Parabéns às duas jornalistas (entrevistadoras) e à equipe que colocou o vídeo no ar. P.S.: Se houver algum impedimento para que este vídeo esteja nesta página, pessoal, avise-me, por gentileza.

Contar estrelas

Aproveitar a vida é sempre um exercício duplo: ousadia e prudência constituem-se numa argamassa especial para construir e compartilhar histórias; para ser ouvinte de histórias e, ainda, inspirar histórias duradouras no cotidiano de pessoas verdadeiras, apaixonadas pela vida, pela família e amigos. Os pássaros, as árvores e as nuvens existem todos os dias, contudo, nem sempre estamos atentos ao seu canto, sua folhagem e à sua sombra. Estão disponíveis à espera de um caminheiro que possa ouvir seu canto, abrigar-se em sua sombra,  olhar para o alto e imaginar - como criança - as imagens formadas e deformadas pelo vento. Ser aniversariante é, desculpe-me o excesso de pretensão, em companhia dos amigos que o Senhor nos acrescenta, contar as estrelas nas noites frias ou calorentas e dizer para os ouvidos entenderem: “Confia no SENHOR e faze o bem; habita na terra e alimenta-te da verdade.” Salmos 37.3

Aragem política

Sou fã de literatura. É um rio que transborda, remove sujidades, espalha novas ideias por vias nas quais a águinha de todos os dias, emangueirada, não consegui produzir os mesmos efeitos. Quando se acessa um novo autor, ou velho conhecido, mas ainda não lido, tem a sensação física, emocional e odorífera de um tempo após a chuva. Tomei coragem para começar a ler um clássico habitué da literatura latino-american, Pablo Neruda. São textos deliciosos. Impressionou-me o fato de encontrar ali poemas nos quais se explicita a mediocridade deixada como legado pelo colonizador europeu no continente americano – do centro ao sul. Estamos tão acostumados a ouvire ler textos simplórios sobre os desdobramentos culturais, econômicos, humanos e sociais resultantes dos séculos de colonização, que não damos a devida importância ao que de fato ocorreu/ocorre. Vergonhosamente, encaramos os nossos vizinhos com singelo olhar exótico. Sem contar que, nós brasileiros, “atravessamos para a Eu...
A seca, a fome, a nudez e o abandono “Não chore, não corra, não grite. É assim mesmo. Acontece todos os anos. Sempre ouvimos falar, vemos os vídeos, as fotografias são contundentes. Ninguém pode fazer nada. É um fenômeno da natureza, não é? Assista sempre as reportagens na televisão e você vai notar que o assunto é o mesmo. Aliás, os jornalistas são muito corajosos, deixam esposa/o filhos para mostrar o que está acontecendo pelo mundo. A gente tem que se conformar.” O relato acima é ficcional, mas com um pouco de paciência, poderia ser extraído em qualquer desses encontros matinais numa padaria, na fila do hospital, agência bancária... tanto numa metrópole quanto numa pacata cidade interiorana. Há um torpor que se limita com o resíduo de uma anestesia que reluta em ser eliminada através da urina, das fezes, pelo suor... Ela insiste em habitar num organismo que lhe fora concedido provisoriamente. As retinas estão “coladas”, engessadas, o sistema auditivo, ao long...
Negro   I am a Negro:         Black as the night is black,         Black like the depths of my Africa.  I’ve been a slave:        Caesar told me to keep his door-steps clean.        I brushed the boots of Washington.  I’ve been a worker:        Under my hand the pyramids arose.        I made mortar for the Woolworth Building.    I’ve been a singer:        All the way from Africa to Georgia        I carried my sorrow songs.        I made ragtime.   I’ve been a victim:        The Belgians cut off my hands in the Congo.        They lynch me now in Mississi...

Bárbaros!

Barbaridade, a velha imprensa escreve há tanto tempo e ainda não sabe que sempre existiu variedade linguística! Foi necessário o Nunca Dantes, “que não fala inglês”, mexer na base da pirâmide social para notarem que os pobres, vejam só, a classe c também fala e escreve. Entretanto não escreve do mesmo jeito que “a elite branca”. Isto é um absurdo! Bradariam “os sábios”, defensores da moral e dos bons costumes – empregar a norma culta e somente ela é um bom costume. Lembra-se do velho bordão escravagista: “preto de alma branca”? Esses bárbaros fingem de mortos, apenas fingem. Por baixo dessa fumacinha há sinais indicando até onde a turba pode ir. Quer dizer, consumir, endividar-se é possível, mas manifestar sua opinião, manter suas raízes culturais... aí é muito!

Máquina para moer gente

Nós, professores e professoras, profissionais do ensino, não temos utilizado a Educação como ferramenta para denunciar à sociedade o sistema econômico e social que, diariamente, deixa de lado o cumprimento de suas funções básicas para atender, como prioridade, as exigências e interesses de grupos sociais detentores do capital e do poder. Isto é visível quando não são executadas as determinações previstas em lei no tocante à educação básica – ensino fundamental e médio. Aos filhos dos pobres e excluídos são lhes oferecidas salas de aula superlotadas; improvisadas e duvidosas concepções pedagógicas; prédios com espaços incompatíveis do ponto de vista arquitetônico, acústico e de iluminação (há escolas públicas nas quais a alcunha de presídio só não é mera figura retórica em virtude da ausência de elementos outros que caracterizam cadeias e institutos de detenção); material didático adquirido sem cumprir os ritos da legislação no que tange aos processos de licitação; plano de carreira ofe...

Carta do gerente aos membros do clube – seção AL.

Senhores membros, Quero ser breve, objetivo. Conforme circular, inadvertidamente publicada, venho por intermédio desta reforçar a urgência de não perdermos de vista o comprometimento e empenho de todos ratificado em nossos encontros. Não obstante, temos encontrado falhas imensas as quais, devo dizê-los com tristeza, nos custarão muito. São elas: Por que ainda não conseguiram privatizar o ensino nos estados do Sudeste brasileiro? Não adianta tro-ló-ló como resposta. As condições estão dadas. Até a ajuda de um desequilibrado surgiu e ninguém está tirando proveito. As universidades públicas continuam sendo as melhores: vocês conseguem enxergar que este dinheiro poderia ser nosso? O ataques aos professores tem diminuído! Por que as emissoras líderes em audiência já não conseguem emplacar níveis de participação tão grandes quanto 10 anos atrás? É preciso dizer com maior veemência que internet custa caro. As pessoas deixarão de comer para pagar conta de banda larga, pagar prestaçã...